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Estrutura do Curso
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4.                CORPO DOCENTE

4.1             O PROFESSOR DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

 “A profissão do magistério é imprescindível na estrutura social de todos os povos, requerendo por isso mesmo, adequada e cuidadosa seleção e preparo para a mesma”.

Sendo o professor de Geografia também um educador, tem diante de si uma sociedade cheia de desafios e desigualdades acentuadas. O trabalho do professor de Geografia diante do contexto em que vive a sociedade mundial é desafiador, já que os problemas são extremamente complexos e o entendimento deles tem uma relação direta com a ciência geográfica. Que perfil deve ter um professor de Geografia de forma a auxiliar o aluno a constituir-se como cidadão, dando oportunidade para que ele conheça melhor as relações que se estabelecem no interior da sociedade em que vive e na relação desta com as outras, uma vez que as relações políticas e econômicas são hoje globalizadas?

Com estas reflexões e ainda outras pertinentes ao ensino, o Curso de Licenciatura em Geografia estabelece um perfil para o professor da graduação ao entender que o conhecimento produzido na Universidade, fundamentado em pesquisa de campo, de laboratório, bibliográfico e dominado pelo professor, deve ser o instrumental teórico a ser elaborado e recriado, para se transformar em saber escolar, ou seja, um saber a ser trabalhado pelo egresso do curso.

Nesse perfil traçado pelo curso, há uma relação direta entre o professor e os novos paradigmas da Educação. Isso se registra da seguinte forma:

·         A aprendizagem é considerada como processo, jornada;

·         É dada prioridade à auto-imagem como geradora de desempenho;

·         Valorização da igualdade no relacionamento, entre os sujeitos do processo educativo;

·         A relação é entre pessoas e não em funções. A autonomia é encorajada;

·         A Experiência interior e os sentimentos são encarados como fatores importantes para potencializar a aprendizagem;

·         Enfatiza-se a na busca do todo, complementando teoria com prática;

·         A aprendizagem vista como processo para a vida toda;

·         O professor também é um aprendiz;

·         Há preocupação com o ambiente favorável à  aprendizagem.

Sob essa ótica, o professor do Curso de Geografia precisa ter uma formação continuada. Propõe-se, dessa forma, juntamente com o professor, desvendar e utilizar os conhecimentos da Geografia, tendo como embasamento metodológico a dialética. Além disso, pretende-se desenvolver atividades orientadas de leitura e discussões, reflexão constante da prática pedagógica, bem como uma postura investigativa de forma a entender a estrutura e organização do espaço.

Na medida em que o professor se assume como sujeito do seu próprio trabalho na sala de aula, em que propicia condições para o aluno tornar-se co-produtor de conhecimentos, o pedagógico e o político saem fortalecidos.

  Diz IRMÃO OTÃO (ob-cit.p.22) – “O professor universitário deverá ter as qualidades próprias a todo educador e as qualidades específicas próprias ao trabalho especial que ele deve realizar. Como educador, deverá aproximar-se do tipo perfeito do homem que ele aspira a realizar em seus dirigidos, tendo as qualidades físicas, intelectuais, morais e profissionais que desejaria ver reproduzidas em seus discípulos. E isto, em primeiro lugar, porque a educação se realiza, principalmente, pela virtude do exemplo que provoca a imitação, e, em segundo lugar, porque o educador necessita da atuação inteligente das mais aprimoradas qualidades humanas para bem realizar o seu trabalho. Como professor universitário, carece de qualidades muito especiais. Como a missão da  Universidade, segundo Ortega y Gasset, é a de ensinar, pesquisar e divulgar a ciência, o professor universitário deverá ser perito na realização dessas operações”.

Para ser professor do Curso de Licenciatura em Geografia não é necessário apenas dominar o conhecimento geográfico a ser repassado, mas ter uma visão holística. “Esse perfil envolve um “professor que tem conhecimentos na área da psicologia de ensino e aprendizagem; de história da educação; de história da disciplina geográfica; de linguagem e métodos a serem utilizados em sala de aula”. (PONTUSCHKA, 1999).

Nessa perspectiva, o curso concorda com Zarroyo, quando este diz que as qualidades ou condições para o magistério superior consubstanciam-se em duas direções: a vocação pedagógica e as condições profissionais.

1.      Vocação pedagógica: o professor deve pertencer ao tipo de criatura humana social, isto é, aquele que é dominado pela tendência de servir aos seus semelhantes. A vocação pedagógica desdobra-se em amor pedagógico, sentido de valores e consciência de responsabilidade.

2.      Condições profissionais: é necessário estar reforçado por certas qualidades profissionais, como erudição crítica e atitude inquisitiva, probidade magisterial, alegria e bom humor e tato pedagógico.

O Curso de Licenciatura em Geografia entende que o perfil do seu professor deverá preencher as seguintes condições, conforme especifica NERICI (1993/ p-67.): ter especialização na disciplina a ser lecionada; ter formação científica adequada; ter visão profissional da sua disciplina, com regulares contatos e  estágios em meios profissionais à mesma correlatos; possuir adequada formação didático-pedágogica e cultura geral; possuir contatos com os demais setores da cultura; trabalhar em regime de tempo integral; atualizar seus conhecimentos por meio de cursos, estágios e congressos em sua área de formação.

  “O educador tem um papel político e social em cada uma das temporadas históricas e deve buscar no contexto da sociedade brasileira como desenvolver a sua prática pedagógica em uma direção comprometida com as gerações atuais.”  (PONTUSKA. 1996. 58).

 

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